Saturday, September 18, 2004



SEI DONNE PER L´ASSASSINO (BLOOD AND BLACK LACE); 1964
Direção: Mario Bava


Ainda que para alguns o pontapé inicial do giallo tenha sido THE GIRL WHO KNEW TOO MUCH (também com direção de Bava), é em SEI DONNE PER L´ASSASSINO (BLOOD AND BLACK LACE), de 1964, que o maestro italiano expôs todas as idiossincrasias do gênero, e que serviriam de base para todos os filmes que viriam a seguir: o assassino mascarado e suas luvas de couro, policiais ineptos, as mortes graficamente violentas e generosas doses de misoginia. Seguindo a tendência do cinema italiano da época de adaptar os mais variados estilos (westerns, filmes de espionagem, etc), Bava recria de forma magistral os filmes de crime e mistério (conhecidos como krimis) que vinham sendo produzidos com sucesso na Alemanha, baseados na obra do escritor britânico Edgar Wallace. O grande diferencial da “versão” italiana, no entanto, é o fantástico uso de cores – até então inéditos nas produções germânicas (que só produziria seu primeiro krimi à cores dois anos depois, com DER BUCKLIGE VON SOHO) e a inegável tensão sexual que permeia todo o filme. Escrita pelo próprio Bava, em conjunto com Giuseppe Barilla e Marcello Fondatto (com quem Bava já tinha trabalhado em BLACK SABBATH, de 63), a trama gira em torno de um ateliê que tem sua rotina abalada quando uma de suas modelos é encontrada morta. As coisas se tornam ainda mais complicadas quando se descobre que a modelo mantinha um diário, que pode trazer à tona os “podres” de praticamente todos os funcionários do ateliê – tornando todos suspeitos do crime e, consequentemente interessados no desaparecimento do diário ou quaisquer outras pistas. Um filme envolvente do começo ao fim. Indispensável.

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